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Alergia X Gatos.

Por Leila Sena
Leila Sena
Sou médica veterinária, atuo em Brasília, e a minha paixão e especialidade são o
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Sábado, 15 Setembro 2012 "Categoria 0 Comentários

Quem não conhece alguém que só de entrar em uma casa com gatos, começa a espirrar, ou a coçar o nariz e que adoraria ter um gato, porém, a alergia é demais.

Tá aí um textinho sobre porque isso acontece e o que causa essa alergia ao felino. Além de algumas curiosidades, como possíveis raças "hipoalergênicas" e  uma empresa que diz produzir gatos que não causam alergia, mas será que é isso mesmo? Vá ler que eu não vou te contar.

Esse não é um texto meu, foi traduzido do blog do EXCLUSIVELY CATS VETERINARY HOSPITAL.  É um entrevista com o fundador do hospital e o assunto é a alergia que os gatos causam.

Coloquei o que achei mais interessante, mas quem quiser ler o texto original e na íntegra  é só clicar: http://exclusivelycats.blogspot.com.br/2012/09/can-i-buy-hypoallergenic-cat.html

 

Gatos x Alergias

Existe alguma raça que não cause alergia?

Infelizmente, não.

O principal causador de alergia desencadeada por gatos em humanos, é o alérgeno Fel d 1. Originalmente, ele foi identificado como um alérgeno  de origem salivar. E como o gato costuma se lamber, a pele apresenta grandes quantidades deste alérgeno.

O interessante dessa alergia , é que ela pode se manifestar em algumas pessoas dependendo do gato em que estão em contato, isto é, algumas pessoas moram com um ou mais gatos e nunca tiveram alergia, porém, ao entrar em um ambiente com um gato diferente do que está acostumado, pode manifestar a reação alérgica. Estudos demonstraram que gatos com pelo escuro são mais alergênicos, isto é, causam mais alergia que gatos de pele clara. Gatas prenhas, amamentando ou machos não castrados são mais alergênicos do que gatos castrados.

Outro dado interessante é que crianças que cresceram com gatos, tendem a sofrer menos de processos alérgicos ligados a animais.

Mas o que é o Fel d 1?

Inicialmente suspeitava-se que o pelo do gato causava alergia, no entanto, com a realização de diversos estudos sobre o assunto, chegou-se a conclusão que na verdade a alergia era causada por uma proteína presente na saliva, e que era depositada na pele e pelo, devido ao fato do gato se lamber. Com a deposição de pelos e pele no ambiente, pessoas alérgicas apresentam sinais, muitas vezes, estando somente no ambiente em que o gato reside, sem entrar em contato direto com o gato.

Essa proteína é considerada o principal alérgeno atuante nas alergias desencadeadas por felinos.

Recentemente, foi descoberto que, no mínimo, 8 diferentes proteínas  produzidas pelo gato podem causar sintomas ligados a um quadro alérgico, e que estas proteínas não estão ligadas à saliva.  O principal alérgeno (Fel d 1) é encontrado em diferentes formas (pleomórfico) e sítios no gato.

E quais são os alérgenos presentes nos felinos?

Fel d 1  - uma proteína, encontrada tanto na saliva  quanto em outros locais, como na glândula sebácea, na urina do gato macho e na glândula perianal. Envolvida em 90% dos casos alérgicos.

Fel d 2 – proteína albumina. Envolvida em 20 a 35% dos casos.

Fel d 3 – proteína cistatina. Envolvida em 10% dos casos.

Fel d 4 – proteína lipocalina. É também uma proteína urinária muito associada aos casos de alergia envolvendo o contato com os gatos.  Envolvida em 60% dos casos.

Fel d 5 – é um oligossacarídeo galactose-alfa-1,3-galactose  (carboidrato) , presente em IgA (secretada na saliva)

Fel d 6w – Imunoglobulina M

Fel d 7 – proteína da glândula de von Ebner. Apresenta semelhanças ao alérgeno Can f 1, presente nos cães (principal alérgeno canino).

Fel d 8 – proteína presente na glândula submandibular. Apresenta semelhanças com a Equ c 5, presente nos equídeos.

Aproximadamente 25% das pessoas alérgicas a cavalos, reagem também ao Fel d 4. Essa alteração está ligada a uma reação cruzada.

Sabe-se que alguns gatos e algumas raças apresentam menos alérgeno Fel d 1, que outros.

O que fazer se eu, gateiro (a) assumido (a) descobrir que tenho alergia a gatos?

Gatos costumam causar mais alergia que cães, devido ao fato de que as células mortas da pele e o próprio pelo costumam transitar mais facilmente pelos ambientes, devido sua leveza.

Você pode pedir a alguém não alérgico que escove o gato diariamente, e em seguida lave a escova, para minimizar a chance dessas células se difundirem pelo ambiente. Pode-se ainda passar uma toalha levemente úmida no gato, com o intuito de diminuir a eliminação de pelos e células da pele pelo ambiente. Pode-se usar um aspirador de pó, no entanto, aspiradores de pó comuns sem a limpeza adequada e sem um filtro chamado HEPA, podem, ao invés de ajudar, espalhar ainda mais esses alérgenos pelo ambiente. Portanto, dê preferência à aspiradores com filtros HEPA.

Você deve procurar ainda um alergologista, ele lhe auxiliará em determinar  as causas da alergia, além de tratar com a medicação adequada suas reações alérgicas. Algumas pessoas apresentam um quadro alérgico mais complexo, incluindo não somente a “alergia aos gatos”, mas também a alergia à outros alérgenos.  E dependendo do caso, com o tratamento adequado, estabilizando essas outras alergias, você pode também apresentar maior tolerância e melhora no quadro alérgico ligado ao seu gato.

Engana-se quem  acha que gatinhos causam menos alergia do que gatos adultos. Segundo o médico James Seltzer (ligado ao Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia), os gatinhos podem gerar maior alergia que gatos adultos, devido ao seu rápido metabolismo, crescimento e troca de pelo.

No entanto, outros sugerem que gatinhos causam menos alergia devido ao fato de que algumas proteínas (alérgenos) são ligadas aos ferormônios e à maturidade sexual. Dessa forma, está aí outro importante motivo para castrar seu gatinho, assim você mantem o nível de alérgenos, associados a gatos não castrados,  baixo.


Mas eu já ouvi falar de gatos que não causam alergia!!

Sim, inclusive existe uma empresa norte americana chamada Allerca (http://www.allerca.com), criada em 2004, que produz cães e gatos sem as principais proteínas causadoras de alergia em humanos (Can f 1 dos cães, e a Fel d 1 dos gatos). Esses animais são chamados de cães e gatos hipoalergênicos. Os preços para gatos variam de, aproximadamente U$ 6.000,00  a U$ 27.000,00. No entanto, em 2010, a produção desses animais foi interrompida, devido a suspeita de que muitos dos animais vendidos por um alto custo, continuavam a gerar reações alérgicas em seus donos.

Alguns estudos sugeriram que mesmo esses gatos  poderiam gerar iguais sintomas alérgicos, ligados a um gato comum.

A causa dessa alergia gerada pelos ditos animais hipoalergênicos, estaria ligada ao fato de que existem  outros tipos de alérgenos  presentes nesses animais, já que os mesmos foram criados não apresentando, somente, o Fel d 1.

Mas não existem raças que causam menos alergias?

Algumas pessoas costumam difundir que gatos Siberianos causam menos alergias que os outros, no entanto, segundo Martin Chapman, presidente da Indoor Biotechnologies, uma empresa que produz kits utilizados mundialmente em estudos ligados a alergia e seus alérgenos, diz que, essa informação não apresenta validação científica.

No entanto, criadores da raça costumam fazer tal afirmação devido a uma informação repassada sobre dois gatos siberianos que apresentavam uma menor quantidade de Fel d 1 quando comparados a outros dois gatos não siberianos. No entanto tal informação é muito criticada, pois foram utilizados somente 4 gatos, e quem forneceu as amostras foi um criador da raça Siberiana e, também, porque um dos gatos testados, não siberiano, apresentou uma quantidade absurda de alérgeno nunca antes detectada em qualquer outro gato  testado em todo o mundo( 60 vezes maior que o nível máximo detectado).

Contudo, o fato é que diversas pessoas relatam serem menos “atacadas” pela crise alérgica quando estão com um gato Siberiano.

Um estudo, coordenado por criadores da raça, contando com 300 gatos da raça siberiana,  onde foi obtido amostras de saliva e pelo, indicou que  todos os gatos apresentam algum nível de Fel d 1, sendo que os de coloração Silver, também apresentavam maior nível do alérgeno, 50% desses gatos apresentavam níveis menores de Fel d 1 quando comparados a gatos de outras raças, e 20% apresentou níveis baixíssimos de Fel d 1. Machos e fêmeas apresentaram níveis de alérgenos similares.

Outras raças consideradas muitas vezes hipoalergênicas (lembrando que não há estudo científico que determine isso) são: Balinês, Bengal, Burmês, Colorpoint Shorthair, Cornish Rex, Devon Rex, Javanês,Ocicat, Oriental Shorthair, Russian Blue, Siamês, Sphynx .

Algumas dessas raças apresentam menos pelos, ou em alguns casos não apresentam pelo, o que diminui a superfície onde o alérgeno pode se aderir. Outras apresentam menor nível de proteínas Fel d 1, como o Siberiano. Contudo não existe nenhuma garantia quanto à essas raças não gerarem uma reação alérgica.


Texto original e completo: http://exclusivelycats.blogspot.com.br/2012/09/can-i-buy-hypoallergenic-cat.html

 

Tags: gatos e alergia, alergia a gato.
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Meus agradecimentos ao Westside Hospital For Cats - Los Angeles, CA- USA.

Por Leila Sena
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Sábado, 15 Setembro 2012 "Categoria 0 Comentários

Estive fora todo mês de Agosto pois estava buscando aprimorar meu conhecimento nessa espécie que tanto amo.

Deixo aqui meus agradecimentos a toda equipe do Westside Hospital for Cats, Los Angeles, USA, pela oportunidade, apoio e aprendizagem.

Um agradecimento especial a Dr. Elyse Kent, DVM, DABVP, que idealizou o Westside Hospital for cats, e quem tornou possível minha ida ao hospital.

 

http://westsidehospitalforcats.com/

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Aviso importante aos clientes.

Por Leila Sena
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Segunda, 30 Julho 2012 "Categoria 0 Comentários

Queridos clientes,

 

estarei fora do Brasil por um mês, retorno em setembro. Qualquer urgência procurar:

 

Hospital Veterinário Santa Clara, 62 - 32514934. ATENDIMENTO 24Hs.

Dermopet - Consultório Veterinário, 62 - 39310102 . ATENDIMENTO DERMATOLÓGICO ESPECIALIZADO.

 

 

Estarei em contato pelo email: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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IDADE DO GATO

Por Leila Sena
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Domingo, 03 Junho 2012 "Categoria 0 Comentários

Quantos anos o gatinho tem é uma dúvida bem frequente, pois bem, o post de hoje fala sobre isso.

Vale relembrar que gatos costumam viver bem mais que os amigos caninos. Sendo que alguns podem chegar aos 20 e poucos anos! Sim, há relatos de gatinhos com 20 anos pra mais. Legal, né!? No entanto, essa "vida longa" dependerá de alguns fatores, como o "estilo de vida" do gato, se é um gato de vida livre, se o mesmo sempre teve acompanhamento veterinário, e também dependerá, da genética do gatinho.

Idade do gato           Idade equivalente (humanos)

6 meses -------------------------10 anos

8 meses -------------------------13 anos

10 meses -----------------------14 anos

12 meses------------------------16 anos

18 meses------------------------19 anos

2 anos----------------------------21 anos

3 anos----------------------------25 anos

4 anos----------------------------29 anos

5 anos----------------------------33 anos

6 anos----------------------------37 anos

7 anos----------------------------41 anos

8 anos ---------------------------45 anos

9 anos----------------------------49 anos

10 anos--------------------------53 anos

11 anos -------------------------57 anos

12 anos--------------------------61 anos

13 anos--------------------------65 anos

14 anos--------------------------69 anos

15 anos--------------------------73 anos

16 anos--------------------------77 anos

17 anos--------------------------81 anos

18 anos--------------------------85 anos

19 anos--------------------------89 anos

20 anos -------------------------93 anos

 

Lembrem-se de realizar check-up anual em seu gatinho. E caso ele já esteja na "melhoridade", com mais de 10 anos, realize check-ups 2 vezes ao ano.

Procure sempre serviço veterinário especializado.

Abraços e até a próxima.

 

 

Tags: Idade do gato, gatos curiosidades, quantos anos tem meu gato.
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Carterinhas de Vacinação Projeto VIVA GATOS

Por Leila Sena
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Domingo, 22 Abril 2012 "Categoria 0 Comentários

 

 

As carterinhas são todas de Scrapbook, é composta por uma página para dados do gatinho e proprietário, uma para vermifugação, duas para vacinação, e acompanha duas Tags que podem ser utilizadas para colagem de foto, portanto, é uma carteirinha de vacinação, mini-álbum. Na capa apresenta local onde pode-se colar a foto do gatinho. A parte interna da carteirinha também é composta por técnica de scrapbook.

E o mais importante, é que a criação das carterinhas, foi com o intuito de reverter parte do valor para ajudar o abrigo do Projeto VIVA GATOS, de Goiânia, Goiás.

Tags: carteirinha scrapbook, projeto viva gatos
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Estresse X Gato

Por Leila Sena
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Segunda, 23 Janeiro 2012 "Categoria 0 Comentários

“Andar estressado”, “viver estressado”, são afirmações bem comuns nos dias de hoje, e nossos amados felinos padecem do mesmo mal.

Mas quais situações podem estressar nossos gatinhos?

Uma das causas mais comuns é a introdução de um novo gato na família, portanto, para a chegada do novo felino deve-se tomar alguns cuidados.  Primeiramente, deve-se evitar o conflito entre o antigo gato e o novato, tentar “forçar a amizade” pode resultar em lesões sérias à distúrbios comportamentais em ambos.

A introdução deve ser gradual e as brincadeiras em conjunto devem ser estimuladas, porém, lentamente, e na medida que os gatos permitam. Com o tempo o convívio acontecerá normalmente, mas é bom lembrar que gatos possuem personalidade, portanto, alguns podem passar a  tolerar  a presença do novo gato no mesmo ambiente, mas sem muito contato, enquanto  outro,s podem desenvolver verdadeiro vínculo afetivo com o novato, permitindo que durmam juntos, brinquem, e muitas vezes até se “lambam”. Respeite a personalidade do seu gato.

Outro detalhe importante, e que gera grande estresse quando ocorre a introdução de um novo gato, é a quantidade de liteiras (caixas de areia) espalhadas pela casa, deve-se sempre ter um número superior de liteiras em comparação ao número de gatos,  gatos são animais que gostam de uma certa privacidade e exclusividade, e a caixinha de areia pode ser algo bem “pessoal” para o seu gato, principalmente no início de convívio entre os dois, portanto se você possui 2 gatos e deseja adquirir outro tome o cuidado de colocar pelo menos 4 liteiras na casa. Faça sempre a conta, numero de gatos mais um para decidir quantas liteiras colocar. O fator “caixinha de areia” pode estressar o gato a ponto do mesmo passar a apresentar micção e defecação inapropriada, isto é, fora do lugar.

Um frase que resume bem o que desencadeia o estresse no felino, é a quebra de rotina, cada gato reage de uma forma, e alguns parecem nem ligar, no entanto, a grande maioria estressa com mudanças na rotina, como uma mudança de domicílio, de alimentação, a ausência de uma pessoa ou animalzinho querido, a introdução de um novo gato ou de um bebê.

A atitude do dono pode também gerar estresse  no felino, principalmente, os proprietários com comportamento agressivo. O ato de gritar é demasiadamente estressante para o gato. Evite.

Como identificar o estresse no felino?

Mudanças comportamentais são os principais relatos. Entre essas mudanças, podemos encontrar gatinhos que passam a se lamber demais após um fato novo, e a lambedura é tão excessiva a ponto do felino arrancar os pelos de determinada parte do corpo. Outros podem desenvolver um comportamento compulsivo muito relatado, é chamado de wool sucking (segue um video abaixo), que é  o ato de mamar compulsivamente roupas, lençóis, o que pode ser perigoso para o bichano, pois pode estar ingerindo pedaços de tecidos.  Outros podem desenvolver micção e defecação inapropriada, como já citado.  E além das alterações comportamentais, alguns desenvolvem sinais como a diminuição do apetite, podendo simplesmente, parar de comer, e em alguns casos, são relatados vômitos e diarréias.

Em algumas situações o estresse não tem como ser evitado mas pode ser amenizado. Caso você possua um gatinho com algumas das alterações relatadas, procure assistência veterinária especializada.

Vídeo - Wool sucking

 

Leila Sena

Medicina Felina

CRMV/GO 4423

Tags: estresse em gatos, gato estressado, alteração comportamental em gatos, estresse gatos goiânia
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Dicas para o seu bichano passar a virada do ano em segurança.

Por Leila Sena
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Sexta, 30 Dezembro 2011 "Categoria 0 Comentários

Falta um dia para a tão esperada virada do ano e, realmente, este “post” veio um pouco atrasado, mas vale a pena postar.

São somente algumas recomendações para a virada do ano, já que fogos de artifícios costumam resultar em uma noite bem traumática aos nossos amados felinos  (e  aos nossos cãezinhos também, porque não!!!).

Acredito que o mais triste que pode acontecer é perder o bichano nesse mundo enorme, portanto, o mais importante a fazer no dia anterior à virada é encontrar possíveis rotas de fuga, isto é, locais que permitam que um gatinho assustado fuja, e bloqueá-las de alguma forma. Geralmente, gatos que vivem dentro de casa já possuem seus esconderijos, e sair de casa é a ultima opção, mas como todo cuidado é pouco, vale a pena evitar facilitar a fuga para aqueles gatinhos que são, naturalmente, mais fujões.

Aumentar os esconderijos pela casa pode ajudar. Deixar uma gaveta vazia e aberta, uma porta de armário aberta ou semi-aberta, ou mesmo caixas de papelão estratégicas, isto é, caixas embaixo da cômoda, mesa, etc, também ajudam a diminuir o estresse , visto que, gatos adoram “dominar a situação”, portanto, um local pequeno e seguro, vale mais do que um quarto amplo sem ele ter um único local para se enfiar.

Para os gatos que vivem fora de casa, vale colocá-los somente uma única noite para dentro de casa. Pra quem não gosta deles se misturando pela casa (o que acho pouco provável para quem passa por aqui),  colocá-los naquele quarto ou dispensa que ninguém usa, sempre criando esconderijos para os mesmos, como as já citadas caixas de papelão, contribui e muito para que seu bichano passe a noite em segurança. Vale lembrar que é muito comum nessa data específica, atendermos muitos animais atropelados em hospitais e clínicas, portanto, a segurança do seu animal, é você quem faz.

Para quem tem criança em casa ou, principalmente, para quem receberá crianças em casa, o ideal é que o gato fique em um local onde a criança não tenha acesso, pois a mesma pode estressar o gato com a manipulação excessiva. E com a barulheira dos fogos, o gatinho que já está demasiadamente assustado pode arranhar ou morder uma criança, caso esta faça um  movimento brusco ou tente brincar com o gato.  Aliás, essa dica vale sempre para gatos que não estão acostumados com crianças, independente de ter fogos, festa, ou não. Muitas vezes, é só um arranhãozinho, mas alguns gatos podem machucar dependendo de onde ocorre a mordida e arranhão.

E por último, nessas duas últimas semanas recebi alguns emails sobre qual medicamento administrar para acalmar os ânimos. Bem, infelizmente, não indicarei nenhum, e é simples saber o motivo, tais medicamentos só devem ser prescritos pelo SEU veterinário, independente de ser alopatia, homeopatia, florais.  É importante, que uma pessoa que entenda da tal medicação tenha conhecimento de que o bichinho foi medicado e com o que foi medicado, para poder agir da maneira mais apropriada caso alguma complicação venha a acontecer.  Portanto, por mais forte que pareça, resista ao impulso de ir à casa de ração, agropecuária e pet shop ( sem veterinário), só pra comprar um “remedinho leve que faz dormir” e administrá-lo por conta própria. Um ponto mais importante, é o dono avaliar se dar uma medicação vale mesmo a pena, posso contar nos dedos de uma mão as vezes em que prescrevi um “calmante veterinário” bem conhecido no mercado, pois só prescrevo em casos de última necessidade. Lembre-se é só uma noite, e mantê-los em segurança muitas vezes basta. Para casos mais sérios, animais com distúrbios sérios de ansiedade, que reagem muito mal a barulhos, devem ser avaliados e acompanhados por um médico veterinário que entenda de comportamento,  não é só um remedinho, que ajuda nesses casos.

Bem é isso, é um post meio óbvio, mas vale a pena deixar como dica, já que os acessos à página e ao Blog só tem aumentado.

Para os que vão “festar”  nesse final de ano muito juízo e cuidado com a “bebedeira” e direção, ok!?

 

Tags: final de ano e gatos, dicas de segurança para gatos
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DERMOPET - NOVO LOCAL DE ATENDIMENTO.

Por Leila Sena
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Domingo, 13 Novembro 2011 "Categoria 0 Comentários

Caros Clientes,

Agora temos mais um local de atendimento para nossos amados felinos.

O 1º Consultório de Especialidades de Goiás, o DERMOPET, contando com veterinárias especilizadas na área de Dermatologia Veterinária (M.V. Ana Cristina) e Medicina Felina(M.V. Leila Sena).

Como trabalhamos com horário marcado,  seu amado felino não ficará esperando para ser atendido, diminuindo o stress.

Mais uma facilidade para clientes sempre exigentes.

Tags: dermopet goiania, dermatologia veterinaria goiania, medicina felina goiania, local de atendimento dermopet
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O GATO E A TOXOPLASMOSE

Por Leila Sena
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Quinta, 10 Novembro 2011 "Categoria 0 Comentários

É uma zoonose, isto é, a transmissão se dá entre homens e animais.


É um parasita intracelular obrigatório e apresenta 3 estágios:


Oocistos – liberado nas fezes
Taquizoítos (transplantes, transfusão) e  Bradizoítos – encontrados nos tecidos


O gato é o hospedeiro definitivo. Apesar  disso, eles costumam liberar oocistos uma única vez durante sua vida.  O que reduz o risco do dono e outros animais se infectarem, caso o gato tenha tido um dia contato com o Toxoplasma gondii.
No caso de gatos que estão imunossuprimidos (em tratamento com drogas imunossupressoras ou com FeLV ou FIV), a liberação de oocistos pode ocorrer mais vezes durante a vida do animal, enquanto estiver imunossuprimido.


As três principais formas de transmissão são a infecção congênita, ingestão de tecidos contaminados e ingestão do oocisto em alimentos e água contaminada. Outras formas de infecção (menos freqüentes) incluem a transfusão de fluidos e transplantes de órgãos.
O gato se contamina principalmente pela ingestão de tecidos contaminados de outros hospedeiros (ex: ratos). Ao ingerir os bradizoítos, no estômago e intestino, ocorre a liberação destes bradizoitos pela ação do suco gástrico. Estes irão penetrar as células epiteliais do intestino e partir deste momento, inicia-se a liberação de oocistos não esporulados pelas fezes.


Os oocistos eliminados, inicialmente ,são não esporulados e estes NÃO são infectantes.


O oocisto pode esporular entre 1 a 5 dias, quando exposto ao ar e umidade, e a partir deste momento o mesmo se torna infectante. Portanto, quando o gatinho utilizar a liteira, deve-se retirar as fezes, com pá  ( mulheres grávidas devem ainda utilizar luvas) e quanto menos tempo ficar na liteira, menor a chance do oocisto esporular e assim apresentar algum risco para a família. Lembrando que todo gatinho gosta de “seu banheirinho” limpo, portanto, faça a limpeza diária, pois além do gatinho se sentir melhor, você diminui o risco de infectar seu ambiente.


Vamos a um pequeno detalhe, caso seu gato tenha tido contato com o oocisto e apresente a toxoplasmose, leve em consideração que, como o oocisto esporulado está nas fezes, você só tem chance de se contaminar caso manipule as fezes sem luva e as leve a boca, e essas fezes precisam estar a um tempo no ambiente. O que consideramos pouquíssimo provável já que deve-se sempre lavar as mãos após manipular a caixa de areia do seu gato.
Além disso  gatos que  sempre viveram em apartamentos, apresentam chance próximo a zero de se infectar, já que geralmente não entraram em contato com tecidos de outros hospedeiros, pois não costumam caçar.


Como se pega toxoplasmose?

Pela ingestão de água contaminada, ou alimentos crus e mal lavados. Talvez, por uma transfusão ou transplante.


Dessa forma, você que está grávida, deve redobrar o cuidado com o que se alimenta, ao invés de se livrar de seu gato, como alguns médicos indicam.

 

** referências com a autora. Dúvidas ou sugestões, por favor, entre em contato pelo email: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Tags: zoonoses felinos, gatos, Toxoplasmose, toxoplasmose e gravidas
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Ronronar - Que barulhinho é esse que o gato faz?

Por Leila Sena
Leila Sena
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Domingo, 07 Agosto 2011 "Categoria 0 Comentários

 

 

O ronronar ocorre, principalmente, quando o gatinho está relaxado, e na maioria das vezes, quando quer sinalizar que está tudo bem e que está aceitando bem sua presença ou de outros animais/pessoas. Existem ainda, gatos que ronronam quando doentes, como uma forma de sinalização que diz “preciso de cuidados”. O ronronar é uma forma de comunicação do gatinho com o ambiente

Não existe nenhum órgão especial e próprio para o que o ronrom ocorra, ele é resultado de um estímulo enviado do cérebro para a musculatura da laringe que passa a se contrair e relaxar rapidamente, resultando na rápida entrada e saída de ar que gera uma vibração local, que pode ser tanto escutada (é o barulhindo de motor do gato) quanto sentida, quando encostamos em seu pescoço.

O ato de ronronar não é exclusividade dos gatinhos domésticos, alguns felinos selvagens, como a chita (cheetah) e a suçuarana, também “sabem” ronronar, e existem diversos vídeos na internet que demonstram o “barulhinho” que eles fazem.

No entanto, é discutido na comunidade científica se outros felinos selvagem ronronam. Existe uma parte que acredita que sim, mas não da mesma forma que os gatinhos “de casa” e uma outra que acredita que grandes felinos que rugem, não podem ronronar.

Apesar do ronrom ser um barulhinho comum para pessoas que sempre tiveram contato com gatos, existem pessoas que, por não serem familiarizadas com a espécie, se assustam quando percebem que o gato “está vibrando”, chegando a confundir o ronronar com asma ou “algum outro problema”.

Todo gato doméstico ronrona, alguns possuem um ronronar mais audível que outros, sendo que alguns fazem uma “barulhinho” tão baixo, que o dono acreditaO que não ronrona.. Algumas doenças podem fazer com que o gato, realmente, não ronrone, como na paralisia da laringe que pode ocorrer quando há doença neuromuscular, ou ainda quando o ato de ronronar se torna desconfortável, como ocorre com alguns tipos de tumores lanríngeos.

DÚVIDAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Chita ronronando: http://www.youtube.com/watch?v=drq_ww7Ytzw

 

 

Tags: gatos ronronam, purring, ronronar
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Curiosidades - Gatos

Por Administrator
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Sexta, 22 Julho 2011 "Categoria 0 Comentários

• O cérebro do gato é mais similar ao do homem do que ao do cão.

• A audição dos gatos é muito mais sensível do que a dos homens e cães. Seus ouvidos afunilados, canalizam e amplificam os sons como um megafone.

• Quando o gato está assustado, seu pêlo se eriça por todo o corpo.

Gatos esfregam o rosto em objetos e pessoas para marcar com o seu cheiro, como uma assinatura. O odor é deixado por glândulas, que possuem na parte anterior do rosto.

Gatos selvagens miam muito menos do que os domésticos. Isso se deve ao fato dos gatos aprenderem que miando chamam a atenção do homem para suas necessidades.

A expectativa de vida de um gato de rua (sem dono) é de cerca de 3 anos. Um gato com dono e dentro de casa, pode chegar a 20 anos.

•Os gatos ronronam desde cedo. Mais tarde, o roronar aparece quando o acariciamos ou lhe oferecemos um alimento que ele goste ou a presença de alguém que lhe agrade. No entanto, o ronronar pode aparecer em momentos de estresse e dor.


Tags: gatos, curiosidades, felinos
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